quinta-feira, 16 de junho de 2016

No ranking dos países com menos cibersegurança, Portugal anda à volta do 60º lugar

A Rapid7 elaborou um ranking dos países mais expostos a ataques na Internet. A Bélgica lidera, Portugal está algures acima do 60º lugar. «Está no lado das más práticas, mas podia ser pior», refere um especialista da empresa norte-americana.



Estar no topo de um ranking elaborado pela Rapid7 não é forçosamente bom. E a Bélgica é a prova disso mesmo: segundo o National Exposure Index produzido pela empresa norte-americana, o pequeno país do Norte da Europa, que aloja igualmente a Comissão Europeia, é considerado o mais vulnerável em termos de cibersegurança. Tajiquistão, Samoa, Austrália e China completam o top 5 da insegurança; França está na 13ª posição, EUA na 14ª, Reino Unido na 23ª e Alemanha na 47ª. E Portugal? «Na opinião formada pelos dados recolhidos pela Rapid7, Portugal encontra-se à volta da posição 60 neste índice», responde a empresa de segurança eletrónica, quando questionada pela Exame Informática. Para produzirem este ranking em que os melhores lugares estão na cauda do pelotão, os investigadores da Rapid7 recorreram a ferramentas de scanning que analisam a disponibilidade dos vários servidores alojados em cada país para dar resposta aos pedidos efetuados por internautas que não dispõem de credenciais de acesso. A monitorização teve em conta 31 standards usados atualmente na Net. No caso de Portugal, a Rapid7 detetou 487.611 nós de comunicação alojados em empresas ou instituições. A análise da Rapid7 permitiu apurar que 18,8% dos nós detetados operam com standards como o HTTP, e apenas 13,2% recorrem a serviços HTTPS para garantir a encriptação de serviços disponibilizados na Internet.

Fonte: Exame informática

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